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Ginkgo biloba: para que serve: tudo que você precisa saber

📅 Publicado em 2026-09-21 · ✍️ Revisão técnica: José Luiz Campos de Jesus (CRF/DF 2613) · 🏥 Farmácia Dias da Cruz

Ginkgo biloba virou sinônimo de "remédio para memória". A monografia oficial brasileira não traz memória entre as indicações — e traz uma lista de riscos hemorrágicos que raramente aparece na conversa.

Neste conteúdo educativo, a Farmácia Dias da Cruz apresenta o que o Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição (Anvisa) descreve para o ginkgo.

O que é o ginkgo biloba

Ginkgo biloba L., família Ginkgoaceae. A parte utilizada são as folhas — não a semente. É uma das árvores mais antigas do planeta, mas isso é curiosidade botânica, não argumento terapêutico.

Para que serve o ginkgo segundo a Anvisa

É isso. Não há, na monografia, indicação para perda de memória, déficit de atenção, envelhecimento celular, arteriosclerose ou úlcera varicosa — todos usos que aparecem na literatura popular e em materiais antigos de fitoterapia, inclusive os nossos.

Note também o recorte: vertigem e zumbido resultantes de distúrbios circulatórios. Zumbido tem várias causas possíveis, e identificar a causa é etapa anterior a qualquer fitoterápico.

O risco que pesa mais: sangramento

A monografia lista, entre os efeitos adversos relatados em pacientes usando ginkgo isoladamente: hemorragia subaracnoidea, hematoma subdural, hemorragia intracerebral, hematoma subfrênico, hemorragia vítrea e sangramento pós-operatório. Também distúrbios gastrointestinais, cefaleia, reações alérgicas cutâneas, enjoos, palpitações e hipotensão.

Por isso a orientação prática mais importante: o uso deve ser suspenso pelo menos três dias antes de procedimentos cirúrgicos. Se você vai operar — inclusive procedimento odontológico ou estético — o ginkgo precisa entrar na conversa com a equipe.

Contraindicações

Interações medicamentosas

A lista da monografia é longa. Entre os pontos principais:

Formas e doses

A monografia descreve cápsula e comprimido revestido com extrato padronizado das folhas secas, contendo 22–27% de flavonoides glicosilados e 5–7% de lactonas terpênicas, com teor de ácido ginkgólico inferior a 5 mg/kg.

Esse detalhe da padronização é o que separa um produto farmacêutico de uma cápsula qualquer: o ácido ginkgólico é justamente o componente que se busca limitar. Dose oral: 120 a 240 mg de extrato seco por dia, divididos em 2 ou 3 tomadas.

Quando faz sentido manipular em Brasília

Aqui a manipulação tem um argumento técnico forte: a exigência de extrato padronizado com faixas definidas de flavonoides e lactonas terpênicas. Quando a prescrição define a concentração, o preparo em farmácia permite atender exatamente ao que foi pedido.

Na Dias da Cruz, fitoterápicos são preparados em laboratório próprio, com matéria-prima rastreada e dupla conferência, seguindo as boas práticas de manipulação da Anvisa (RDC 67/2007). São 4 unidades no Distrito Federal, com entrega em todo o DF.

Manipulação é feita mediante prescrição. Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação do profissional que acompanha o seu caso.

Tem uma prescrição com ginkgo? Fale com a nossa equipe — Dias da Cruz · Brasília.

Fonte técnica: Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição — Anvisa, monografia de Ginkgo biloba L.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre fitoterápico manipulado e suplemento alimentar?

Fitoterápicos são medicamentos com comprovação de eficácia e controle de qualidade rigoroso. Suplementos alimentares têm regulamentação menos exigente e não precisam comprovar eficácia terapêutica — a manipulação garante concentração padronizada dos princípios ativos.

Fitoterápicos manipulados precisam de receita médica?

Depende do fitoterápico e da dose. Muitos podem ser dispensados sem receita; outros, em doses terapêuticas elevadas, podem exigir prescrição médica ou de nutricionista credenciado.

Quais fitoterápicos a Farmácia Dias da Cruz manipula em Brasília?

A Farmácia Dias da Cruz manipula passiflora, ashwagandha, ginkgo biloba, echinacea, cúrcuma, berberina, maca peruana, mulungu, melissa e dezenas de outros em extratos padronizados.

Fitoterápico tem interação com medicamentos?

Algumas plantas medicinais têm interações com medicamentos convencionais. Informe sempre ao médico e ao farmacêutico todos os medicamentos em uso antes de iniciar qualquer fitoterápico.

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